segunda-feira, abril 09, 2012

Artigo de Opinião de Paulo Costa sobre Formação

Qual a importância do desenvolvimento das competências na formação do nadador? in site PORTINADO

Esperar que o resultado desportivo surja preferencialmente pelo natural desenvolvimento das competências fundamentais à alta competição, ou, pelo progresso das capacidades funcionais do atleta!

Foi a partir desta reflexão, que há alguns anos atrás, decidi, como responsável técnico da Portinado, lançar um novo desafio interno no clube, que passava por implementar uma nova filosofia de trabalho. Esta nova perspectiva, pretendeu essencialmente, que a formação dos nadadores fosse feita preferencialmente através de uma abordagem sistemática, que visasse desenvolver determinadas competências, que julgo serem fundamentais na natação de alta competição, em detrimento de um desenvolvimento desportivo focado preferencialmente no progresso das capacidades funcionais dos atletas.

Este novo caminho que procurei traçar em colaboração com os meus colegas do clube, contraria certamente muito do que a sociedade nos vem exigindo há muito tempo, quer seja a nível profissional, escolar, ou neste caso particular, desportivamente.

O importante na nossa sociedade é quase sempre o resultado e, raramente se refletem o necessário sobre os meios utilizados para o atingir, por serem estes, doutrinas com bases ciêntificas que não ousamos contestar.

Quando triunfamos, poucos são os que se questionam sobre o que foi realizado para consegui-lo. Mas quando não temos sucesso, muito facilmente se coloca em causa o processo de treino e os seus respetivos responsáveis.

Ninguém terá dúvidas que o sucesso de hoje não garante por si só, o sucesso maior de amanhã. Muitos do que vencem hoje, sobretudo nos escalões mais jovens, não conseguirão por certo triunfar no futuro.

Formar nadadores através das competências, requer mais tempo. Exige também, mais paciência de todos os intervenientes no processo de treino, maior individualização do trabalho, maior concentração por parte do atleta nas tarefas e, sobretudo, maior intervenção do treinador em todo o processo desportivo.

Desenvolver nadadores através das competências, anula possíveis vedetismos exacerbados e, leva a que não sejam valorizadas as vitórias que não estejam sustentadas pela assimilação e domínio das competências fundamentais na natação de alto rendimento.

Não quero com isto afirmar, que não gostamos de ter resultados. Não estamos é agarrados a eles. Não temos qualquer preocupação se os nossos nadadores infantis e juvenis não conseguem estar nos Nacionais. Preocupamo-nos sim, se com o passar do tempo as competências que os nadadores deveriam apresentar em competição, permanecem inalteradas.

No entanto, também gostamos de triunfar como todos os outros. Quando isso sucede, e desde que respeitados estes principios, ficamos muito mais orgulhosos, pois sabemos que os nossos objetivos estão a ser cumpridos e que o que pretendemos atingir, segue o seu percurso natural.

Compreendo que estas ideias, nem sempre têm sido devidamente compreendidas e aceites pelos pais e pelos próprios atletas do meu clube. Sei também, que tudo gira em torno dos resultados e que a grande maioria das pessoas olha quase sempre para o resultado, como sendo o primeiro e único objetivo do processo desportivo.

Numa primeira fase da carreira do atleta, são os resultados para chegar aos campeonatos regionais. Depois, vêm os resultados para atingir os Zonais, de seguida os apetecidos TAC´s Nacionais e por fim, e para alguns, surjem os resultados para chegar ao mínimo Europeu, Mundial, ou até mesmo, aos Jogos Olímpicos. Para além destes, temos ainda resultados inerentes às rotinas de treino, designadamente, o resultado necessário para cumprir determinada série à intensidade pretendida, sem falhar a saída estipulada.

Tudo o que referi anteriormente, leva no meu entender à interiorização de uma cultura nos nossos atletas baseada apenas no resultado, e pouco ou nada orientada para as competências necessárias para chegar ao mesmo.

Quando tudo se focaliza únicamente para o resultado, que espaço resta para o atleta pensar e concentrar-se em desenvolver as competências?

Que atenção conseguem prestar os atletas para as capacidades durante as tarefas de treino, quando tudo aquilo em que estão envolvidos, que ambicionam e que todos esperam deles, são sobretudo tempos, ou resultados?


Quando me refiro a competências, considero como sendo as capacidades de aplicar em determinadas situações, diferentes conhecimentos e habilidades que foram trabalhados e sistematizados ao longo de muito tempo, de maneira integral e em diferentes interações, quer sejam ao nível pessoal, social, laboral, ou no próprio desempenho desportivo.

Francisco Javier Vasquez Valério, defende que as competências são conhecimentos coesos e dinâmicos, habilidades, atitudes e valores, que estão ativos num desempenho responsável e eficaz de atividades diárias, dentro de um determinado contexto.

Quando falo em competências na área da natação, surge de imediato uma lista interminável.

Deste modo, procurarei mencionar algumas das competências que penso serem determinantes para o sucesso desportivo e que no meu entender, o nadador deverá procurar desenvolver e sistematizar em cada dia. São elas:
1. Competências humanas: Responsabilidade, humildade, pontualidade, relacionamento positivo com os colegas e treinadores, assíduidade nos treinos, organização eficaz da vida pessoal, prioridades bem definidas e escalonadas, rotinas de vida ajustadas a um atleta de competição (designadamente, horas adequadas de repouso, alimentação correta, etc.), capacidade de concentração no trabalho e de sistematização dos modelos técnicos, capacidade de trabalhar de forma autónoma, etc.
2. Competências técnicas/competitivas: Dominio das técnicas de partida e das técnicas subaquáticas. Dominio das técnicas de nado distancial, das viragens e das técnicas de chegada competitiva. Domínio das frequências de nado adequadas a cada prova e especialidade, domínio das técnicas respiratórias, etc.
3. Competencias físicas e volitivas: Capacidades físicas e funcionais devidamente desenvolvidas, como a força, resistência, velocidade, agilidade e a flexibilidade. Capacidade de realizar qualquer trabalho físico com a qualidade desejável. Capacidade de abordar os treinos e as competições de forma adequada, designadamente, dominio da técnica de visualização e de outras técnicas de controlo da ansiedade, etc.

Quando pretendo atribuir uma importância acrescida ao treino das competências, não quero com isso menosprezar o trabalho exigente, rigoroso e disciplinado que é praticado pela maioria dos técnicos de natação em Portugal. Nem tão pouco, pretendo minimizar a importância das metodologias de treino suportadas por estudos ciêntificos amplamente reconhecidos pela comunidade internacional.

Ao invés, pretendo sobretudo que os atletas e técnicos do meu clube não percam o enfoque no essencial, que são as competências fundamentais para a excelência desportiva. O desenvolvimento das competências é que se traduzirá num melhor resultado. Cada competência melhorada, terá que se traduzir obrigatóriamente numa melhoria do resultado em competição.

Nesta ótica, quantas mais competências o atleta melhorar nos treinos, melhor será o seu resultado final em competição. É através deste principio que o nadador e os técnicos deverão trabalhar e orientar o seu percurso desportivo, ao longo das diferentes etapas de treino.

Defendo assim, que para os escalões mais novos (cadetes e infantis) os treinadores não deverão utilizar cronómetro. Deverão apenas utilizar a observação direta, as filmagens, testes de eficácia de nado e outras estratégias que sejam adequadas, sem esquecer os reforços e as correções necessárias para o desenvolvimento das referidas competências.

Defendo também, que a análise das competições, nestas idades, deverá focar essencialmente a avaliação da execução das competências trabalhadas nos treinos nas semanas anteriores e, pouco ou nada no registo efetuado. O importante será não desviar a atenção para o que julgo ser o menos importante do processo.

À medida que as competências vão sendo assimiladas pelos atletas é natural que surjam novos desafios e objetivos no treino, que no meu entender deverão continuar a passar sempre pelo aperfeiçoamento contínuo das competências já adquiridas.

Decorridos alguns anos de termos implementado estes princípios no clube, continuamos a registar que não é fácil a todos os pais e atletas, aceitarem estas ideias.

Quando o nadador não consegue o mínimo para a competição nacional, surjem por vezes crises - “É que os nadadores dos clubes adversários nadam todos mais rápido, têm muito mais nadadores nas provas nacionais, ganham muito mais medalhas nas provas, etc.”

Mas será que esses nadadores dominam as competências fundamentais para os resultados de excelência que se pretendem para o futuro? Ou são apenas o resultado de um desenvolvimento precoce das capacidades funcionais?

O ideal seria conseguir-se que os atletas dominasssem tantas mais competências, quanto mais jovens são. No entanto, pelas suas particularidades psicofisiológicas, algumas das competências terão que ser trabalhadas e adquiridas apenas em fases mais avançadas da sua carreira desportiva.

Hoje, acredito mais do que nunca no resultado desta cultura de desenvolvimento desportivo. A experiência resultante do trabalho realizado, leva-me a reconhecer que, e apesar das novas dúvidas que todos os dias me assombram, o caminho que estamos a percorrer é o que julgamos ser mais correto.

Por outro lado, o percurso dos meus nadadores nestes últimos anos reforçam estas minhas convicções. A título de exemplo, poderei indicar alguns casos que sustentam esta ideia:

- O Alexandre Agostinho participou pela primeira vez num campeonato Nacional no último ano de Juvenil, depois de largos anos de prática regular. Hoje é o melhor velocista Nacional de todos os tempos, sendo detentor dos recordes Nacionais dos 50 e 100 livres em piscina curta e longa.

- O João Viola iniciou o seu processo de treino apenas com 16 anos, tendo apenas dois anos depois conseguido marcar presença regular em provas Nacionais. Efectuaria mesmo uma das melhores marcas de sempre aos 50 bruços.

- A Helyana Moitalta nunca participou numa competição Nacional até ao escalão de júnior, tendo após esse momento marcado sempre presença nestas competições, até ao seu afastamento dos treinos por razões de saúde.

- Mais recentemente, o nadador Manuel Farinha que até juvenil nunca conseguiu qualquer mínimos para provas nacionais, efectuou muito recentemente uma marca muito interessante aos 100 livres, e os mínimos para os campeonatos de júniores.

- Por último, refiro o Miguel Nascimento que traduz o exemplo da assimilação da cultura que pretendemos atingir quando implementamos o novo modelo de trabalho. Este atleta esteve desde cedo nos Campeonatos Nacionais de infantis, tendo sido medalhado numa prova nos Nacionais de infantis A (200 costas). Enquanto juvenil B, foi medalhado em duas provas (100 e 200 costas). Nos Nacionais de juvenis A foi medalhado por 4 vezes (100 e 200 costas, 100 e 200 mariposa) e, muito recentemente, nos Multinations realizados em Coimbra, efetuou o mínimo para os Campeonatos da Europa de júniores.

Paulo Costa – diretor técnico da Portinado

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44 Comments:

Anonymous Anónimo said...

...bom artigo teórico!
Nada traz de novo...a não ser o exemplo de 3, 4 atletas do seu clube que "puxa como exemplo"!
Um das máximas deste tão grato desporto é o atingimento de algum sucesso e a retenção dos atletas em jovens idades, passa por recompensas imediatas...Quantos atletas sacrificamos, se não forem desde jovens, a provas nacionais. A natação deve começar a compensar desde cedo, porque sabemos que mais tarde nem o país consegue acompanhá-los, nem a recompensa será suficiente!
Quanto aos atletas de exemplo, verifico uma apetência e competência por provas rápidas. Esta situação é a mais simples de orientar técnicamente e a menos dura de treinar!

Enfim "nada na costa"!

segunda-feira, abril 09, 2012 9:05:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Excelente artigo!
Concordo plenamente, mais importante que o resultado é o percurso, já o dizia o Matt Bionbi.
No fundo, o resultado tem que ser espelho do percurso realizado, focar a atenção nas competências como refere o Paulo ainda permite outra coisa importante, estar concentrado em si e não nos noutros, erro muito comum cometido por jovens nadadores. Ao estar concentrado na sua própria evolução o nadador torna-se o seu principal adversário e isso há de leva-lo a ser o melhor que ele conseguir, não melhor que A ou B, mas a tirar o melhor partido possível das suas capacidades, é isso que realmente importa ensinar e claro que para alguns isso traduz-se em resultados de excelência (para aqueles que conseguem aliar grandes capacidades a trabalho de qualidade) mas nem todas as vitorias resultam em 1º lugares, para aqueles que não alcançam essas posições ficam grandes lições de vida e a consciência de ter dado o seu melhor, normalmente, traduz-se numa carreira mais longa.

segunda-feira, abril 09, 2012 10:04:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Muito Bom!

segunda-feira, abril 09, 2012 10:30:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Chama-se a isso orientar para o processo/tarefa e não para o resultado. Este conceito é recorrentemente abordado nas aulas de psicologia do desporto, contudo sem posterior aplicação prática pelos intervenientes dada a tal "obcesão" pelo resultado.
Por questões meramente institucionais, vários clubes tentam elevar o seu nome pela procura precoce do resultado, dado que a sua situação geográfica não lhes permite manter os seus melhores atletas quando estes chegam ao ensino superior.
Contrariamente, os clubes que posteriormente acabam por receber esses mesmo atletas nos grandes centro urbanos carecem de parcerias com as tais instituiçoes de ensino. Adicionalmente os atletas que ate aquele momento eram o topo nacional, por já terem vivenciado largos anos de natação, começam a priveligiar a sua vida académica e deterimento da desportiva.
Deste modo será que basta apenas orientar os jovens nadadores para a tarefa? Será que a iniciação na prática da nossa modalidade deverá ser efetuada de forma tão precoce como antes dos 13/14 anos? Enquanto se pensar pequenino e tivermos medo da "mudança", seremos sempre pequeninos.

MC

segunda-feira, abril 09, 2012 10:38:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

É pena que a maior parte dos treinadores queiram o sucesso fácil e a curto prazo, e depois acabem por dar cabo da carreira e por vezes até do corpo dos nadadores... infelizmente é a natação que temos e o porquê de não chegarmos mais longe.

segunda-feira, abril 09, 2012 10:48:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Excelente, mas conversa da treta.
No caso de nadadores não se pode generalizar, acho que cada caso é um caso e em partcular.
O ser campeão em infantil passa muito pelo morfologia de cada um, que está muitas vezes diretamente relacionado com a data de nascimento.
Qantos campeoões de infantis fazem anos em janeiro ou Fevereiro?? Quantos desistiram da natação porque faziam anos em Dezembro???

segunda-feira, abril 09, 2012 1:21:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Bom debate.

O que é certo é que a forma com o calendário é definido pela FPN é, a meu ver errado e está intimamente ligado ao artigo do Paulo.
Importante é existir uma base alargada, mas não só, alargada e devidamente enquadrada. Infantis, só zonais, com minimos menos exigentes e pelo menos 3 zonas. Juvenis com zonais 2 zonas e eventualmente nacionais no ultimo ano (femininos precisam de 2 anos de juvenis).
A orientação vem de cima e de cima exigem muito desde do inicio. Também era bom que incentivassem com estágios alargados, com poucos custos faz-se isso...enfim, creio que a nossa natação precisa ser repensada.

segunda-feira, abril 09, 2012 2:49:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Penso que o artigo publicado constitui uma excelente base de trabalho par uma vasto debate spbre o que se quer para a natação portuguesa. Um dos temas já referido num "post" anterior é precisamente, a divisão dos escalões, então no sano feminino é perfeitamente ridiculo que uma jovem com 16 anos seja senior, penso que esta é das razões que levas muitas meninasa ao abandono, por por a competir jovens d3 16 com jovens de 20 e mais não é muito corecto, embora claro, há excelentes exemplos de jovens que transitam de escalão e continuam a brilhar, mas são expcções, no meu entendimento devem ser revisto os escalões etários, comparem com outra s modalidades, ex: pentatlo moderno.

segunda-feira, abril 09, 2012 3:42:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Não é preciso comparar com outras modalidades, basta comparar com outros países.

segunda-feira, abril 09, 2012 5:18:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Muito haveria a dizer sobre este artigo. É um ponto de vista que vem a contento do autor e da defesa da sua brasa/sardinha, mas que merece a atenção devida.
Contudo, neste desporto como em qualquer outro, a história só rezará dos títulos alcançados. Os outros nomes nunca foram nem serão lembrados. E assim, os campeões terão três degraus: No primeiro degrau, o nível NACIONAL, no segundo, o nível EUROPEU e no terceiro, o nível MUNDIAL.

O Agostinho encontra-se no primeiro. Essa foi a meta atingida e não irá além dela.
O Venâncio atingiu nos 100 metros algo que sim, fica na História para além do país: foi recordista europeu!
Então o Agostinho é o "melhor velocista Nacional de todos os tempos"!?
Não foi campeão, é certo, mas o recorde está lá!

Os títulos europeus, o segundo degrau, até ao momento só foi atingido por duas meninas! Nenhum rapaz atingiu ainda esse patamar/degrau!

segunda-feira, abril 09, 2012 6:08:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

RETIRA-SE MUITO POUCO DO TÃO LONGO, "PRETENSO ARTIGO ACADÉMICO"...
MAIS "UM TÉCNICO" QUE, DE TREINADOR TERÁ POUCO!
PRETENDE, O AUTOR,CONCLUÍR...(COMO É EVIDENTE, NÃO CIENTÍFICA),UTILIZANDO MÍSEROS MEIA DÚZIA DE EXEMPLOS...QUE ACOMPANHA!
Diga-se que os míseros não são os atletas que lidera mas sim o nº de exemplos!

Muita e muita "asneira" se vai publicando por aqui! não tentemos disfarçar, sómente pela mais cuidada escrita...
LONGE...LONGE...DA REALIDADE NACIONAL...PARA NÃO FALAR DAS OUTRAS!

segunda-feira, abril 09, 2012 6:29:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Que amplas compet~encias terão os nadadores deste treinador, que se evidenciam exclusivamente nas provas mais rápidas?
A natação é todo um outro mundo, que o autor deve desconhecer.

segunda-feira, abril 09, 2012 6:32:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Desde de 1987...com tanta competência...quantos atletas de referência, deu o Portinado, à natação portuguesa, utilizando a proclamada "filosofia de orientação"?
Compare-se...com os exemplos do VNFamalicão, VilaCondense, Gespaços para não comparar com "os grandes"!

segunda-feira, abril 09, 2012 7:03:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Que fique claro que existem algumas falhas neste artigo. Mas creio que é de salientar alguns aspetos também importantes e que alguns já foram referidos anteriormente. Há que rever os escalões, a desproporcionalidade existente relativamente aos mínimos exigidos no que toca aos nadadores femininos e masculinos (sempre achei que existem rapazes que se esforçam mais e não têm mínimos para as provas, no entanto muita rapariga que não trabalha tanto vai) e o incentivo que a Federação e o próprio clube não dá.
A natação é, na minha opinião, o desporto mais exigente de todos. É necessário muito sacrifico, especialmente académico. Um nadador passa demasiado tempo a trabalhar para não ser recompensado. É evidente que mais tarde ou mais cedo abandonará a modalidade devido a vários fatores portanto, se não vir o seu trabalho dar frutos de que vale a pena o esforço? É preciso ir-se a Nacionais, é preciso haver mais estágios e mais convocados para estes, quer seja estágios organizados pela Federação ou pelo próprio clube.
É apenas um ponto de vista é claro mas se o nadador não se sentir motivado, como se espera que este dê mais de si e meta não só o seu clube mas Portugal no mapa?

segunda-feira, abril 09, 2012 7:07:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

E o Diogo Carvalho que já é top nacional há quase 10 anos, com recordes nacionais em juvenil de primeiro ano e títulos nacionais daí para a frente?

segunda-feira, abril 09, 2012 7:27:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

É de louvar o trabalho que o Paulo e os outros tecnicos fazem para os seus atletas . E nao é como dizem que treinar atletas velocistas é a forma mais facil , porque nao é meus amigos , mais facil ainda é por os seus atletas a encher metros e metros. Para ser velocista ha que ter bastantes qualidades tecnicas porque o tempo que a prova tem qualquer falha vai estragar a prova , ao contrario de um nadador de fundo.

segunda-feira, abril 09, 2012 7:37:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

O Carlos Almeida, o Pedro Oliveira...

segunda-feira, abril 09, 2012 7:40:00 da tarde  
Anonymous zappa said...

E o Pedro Silva? Que eu saiba ou ele ou o Trindade é que sao os melhores velocistas portugueses de sempre. Também só despontou em sénior.. Foi fruto dum planeamento adequado?

Eu até acho esse tipo de atitude muito bonita, mas sejamos honestos, o que interessa são os resultados. Sejam eles recordes pessoais, recordes regionais ou campeonatos mundiais, tudo se resume a resultados.

E quem me garante que se o Agostinho não tivesse sido treinado desde mais cedo com vista ao resultado que tivesse hj melhores tempos? Será que despontar tao tarde nao retira margem de progressão?

Tal como os comentários anteriores referem, será que o facto do Carlos, do Diogo e do Pedro terem despontado cedo não os ajudou a manter esta progressão e nivel competitivo?
Além disso exemplos como o Viola, a Helyana, o Manuel e o Miguel há aos montes, ou só eu é que acho isso?

segunda-feira, abril 09, 2012 9:12:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Qual foi o critério para ser publicada um texto da equipa técnica do Portinado e não de outro clube?

segunda-feira, abril 09, 2012 10:33:00 da tarde  
Anonymous MOK said...

Phelps em infantil fazia 1:59 aos 200 mariposa....
aos 15 anos bateu o seu primeiro recorde mundial....

segunda-feira, abril 09, 2012 11:03:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Anónimo das 7:07:00:

O anónimo não deve ter lido os comentários anteriores.
Os nadadores, masculinos (!), em PORTUGAL, nunca atingiram o nível europeu que as meninas atingiram. Títulos! História desportiva!

O filhote terá algum problema!?

segunda-feira, abril 09, 2012 11:11:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Aquilo que se vê na natação nacional é uma vergonha... São poucos os clubes que dão valor e intruem os atletas a nível técnico, como esse tipo de treino requer muito tempo dispendido é pura e simplesmente posto de parte pois a mediocridade mental de muitos dos (que dizem ser) treinadores não chega para saberem a importância da QUALIDADE do trabalho!!! O mais importante na cabeça de muitos treinadores é mamar metros, peço desculpa pela expressão mas é verdade, pois demora menos tempo a mostrar (aquilo que se contentam em chamar) resultado e é mais fácil de orientar, não requer tanta atenção a pormenores que julgam serem superfulos mas que fazem toda a diferença... Aposto tudo o que quiserem que se se começasse a investir mais na QUALIDADE técnica em relação à quantidade métrica o nível da natação nacional dispararia em flecha.


Agora um à partezinho... ó anónimo segunda feira, abril 09, 2012 6.08 PM, vais engolir cada palavra que disseste em relação ao Alex não atingir nada além do que já atingiu. Pois porque se tu não conseguiste ser nada na vida, não tentes desmotivar os outros de lutar pelo que querem... não fica bem, sabes?? ;)

segunda-feira, abril 09, 2012 11:27:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Não tenho por hábito escrever neste blogue, mas, tendo em conta que foi publicado pelo autor do blog Beba Água um artigo da minha responsabilidade, não poderei deixar de responder ao seguinte comentário: Qual foi o critério para ser publicada um texto da equipa técnica do Portinado e não de outro clube? Talvez porque não tive qualquer receio em manifestar publicamente o que penso sobre a formação em Portugal, expondo-me a comentários nem sempre muito agradáveis, mas para os quais estou devidamente imunizado. Estou certo que se mais pessoas passassem das palavras para ideias concretas no papel, que permitissem uma discussão saudável da natação em Portugal, todos tínhamos muito mais a ganhar com isso. Mas continuamos a assistir a uma mentalidade mesquinha, que não tem noção da realidade fora de portas, ou seja, que pensa e age como o estado novo moldou as nossas gentes (não pensar para não mudar). Muita inveja e intriga barata e poucas ideias claras sobre o que realmente pensam da natação. Eu confesso que tenho ainda muito a aprender e que existem treinadores em Portugal que sabem muito mais de natação do que eu, e que têm muito para dar à nossa modalidade. Fico no entanto satisfeito porque tenho vindo a receber opiniões muito interessantes de diversos treinadores amigos, que serão certamente uma excelente base de trabalho para iniciarmos uma discussão nacional sobre a nossa modalidade, quando estamos perto de iniciar um novo ciclo Olímpico. Muito recentemente li um texto que estava escrito numa piscina na Holanda, que dizia mais ou menos isto "se queres fazer o que nunca conseguiste, tem que fazer forçosamente o que nunca fizeste" abraço a todos Paulo Costa

terça-feira, abril 10, 2012 11:28:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Creio que este post está criar um bom debate, fora as más línguas de sempre, leio aqui coisas com conteúdo e com critica positiva.
Em relação à postura do Paulo é de louvar, porque somos por natureza um povo com medo da diferença e medo de se expor, achamos que somos tolerantes porque nos passam essa mensagem, mas a realidade é bem diferente, mas isso são as nossas características, não é bom nem mau, é assim.
Em relação à natação, o que acho é que é fundamental analisar toda a forma como a natação está estruturada em Portugal para poder avaliar em que áreas se pode intervir, e é fundamental que essa analise seja realizada não apenas ao nível da pratica desportiva em si, mas também nas condições que os clubes têm, e relações com o poder local e central, nomeadamente no que diz respeito às responsabilidades sobre o ensino da natação, porque sem condições mínimas, não adianta muito.
No que diz respeito ao formato competitivo, e como já referi aqui, é fundamental alargar e enquadrar devidamente a base. Em tempos ouvi uma coisa numa formação de um clube com excelentes resultados em Portugal que me assustou: "para fazer parte da equipa de competição é preciso ter x mínimos para nacionais". Fico a pensar, que raio de avaliação, que raio de autonomia de analise têm os técnicos de um clube com esta politica? Uma entidade externa é que dita se um nadador tem ou não capacidade para integrar a equipa? Pessoalmente acho isso ridículo.
Espero sinceramente que este novo ciclo Olímpico traga também uma reflexão profunda sobre a natação e que todos sejam ouvidos e que todos participem, mas está na altura, não podemos atrasar mais.

terça-feira, abril 10, 2012 11:49:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Segunda-feira, Abril 09, 2012 11:27:00 PM

Concordo plenamente com tudo o que disseste, e ainda acrescento: esses treinadores que põem os seus nadadores a "mamar metros", apenas se preocupam com os resultados a curto prazo e vão-se aproveitando disso para atirar areia para os olhos dos pais e nadadores... o problema é quando esses nadadores estagnam e depois acabam por desistir sem motivação, mas aí esses treinadores não têm problemas nenhuns em deitar a culpa para cima dos nadadores pela sua fraca evolução, e vão-se aproveitando dos outros nadadores mais novos que vão aparecendo para lhes fazer o mesmo.


Sr. Paulo Costa, não vale a pena ligar a mentes mesquinhas. Muitas dessas pessoas não têm mentalidades abertas, julgam que dominam tudo sobre a natação e acham que os campeões devem ser feitos desde pequenos.
Acredite que já vi casos de treinadores de CADETES com cronómetro na mão a gritar com os miúdos por não chegarem a tempos de saída. Como também conheço pessoalmente muitos nadadores que há 3, 4 ou 5 anos atrás eram futuras promessas olímpicas, e hoje quase nem mínimos fazem para campeonatos nacionais.
Concordo com o artigo que escreveu, e acho que a natação nacional deve ser repensada, de forma a que possamos alcançar bons resultados a longo prazo, e de modo a que tenhamos nadadores seniores de bom nível, sem os expor a cargas de treino excessivas ou especializações precoces nos escalões mais novos.

terça-feira, abril 10, 2012 12:31:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

naturalmente suscita polémica, infelizmente todas as opiniões têm o seu tempo e o seu valor, esta não sei? escola de alta competição? e os argumentos são de quem? só do autor? não serão de toda uma comunidade de técnicos que há longos anos promovem uma natação educativa que pode levar ou não à competição e daí à alta competição. inocente parece-me o artigo que prevê produzir apetite só com a apresentação da receita. vamos lá ao objectivo. antes de ter necessidade de atletas perfeitos será melhor ver primeiro o que se passa, pensar nos limites e contingentes de percurso antes de projectar o sucesso e mesmo a continuidade desse sucesso. pensar no que nos levou ao acaso, no caso um atleta excepcional. não essas competências fundamentais à cultura desportiva,intrínsecas, comuns a todos, mas sim a manutenção duma liberdade selvagem para gostar do que se faz e fazê-lo bem feito, com carácter. os valores são bonitos, alguns quase com valor vegetativo, mas cuidado com as coisas que nos escapam, pequenas singularidades da vida como por exemplo o discernimento para avaliar a natação como uma obrigação um desejo ou uma arte, amá-la ou abandoná-la. as virtudes merecem o seu espaço, mas tem mais interesse desfrutar do prazer de simplesmente nadar.

terça-feira, abril 10, 2012 12:35:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Perante o post do autor do artigo, retenho:
1-não deveria estar imunizado mas sim aberto às opiniões que aqui foram emtidas porque, algumas, apesar de lhe serem desagradáveis, têm fundamento;
2 - a frase que leu na piscina holandesa, também tem sentido para si, porque apesar de tudo, penso que como treinador, ainda nada provou, será tempo de mudar?!

Justiça lhe seja feita, os "seus" sprinters ganharam nas categorias de juniores e seniores masculinos mas não são tão definitivamente imbatíveis que consigam sossegar o trabalho que realizou.

Humildade é o caminho!

terça-feira, abril 10, 2012 1:12:00 da tarde  
Anonymous Master said...

Concordando ou discordando, pois cada sua cabeça sua sentença, penso que a publicação deste artigo poderá ser uma importante “pedrada no charco”.
O crónico atraso da natação portuguesa, parece ter vindo a agravar-se nos últimos anos…
Comparemos somente com os nossos vizinhos ibéricos e tirem as vossas conclusões; 11 nadadores fizeram 19 mínimos A para Londres (em Espanha não há mínimos B) mais 4 mínimos para o europeu e vários recordes nacionais absolutos, e estes campeonatos foram a única possibilidade para realizar os mínimos, (por exemplo o Rafa Muñoz, não fez min. e já não vai a Londres). No entanto, ao ler as palavras de Fred Vergnoux, treinador de Mireia Belmonte, este diz que a “natação espanhola é bastante imatura”, dando uma nota muito clarividente da natação enquanto desporto, onde se pode encontrar alguns pontos de contacto com o que diz Paulo Costa:
http://www.as.com/mas-deporte/articulo/vergnoux-natacion-espanola-inmadura/20120402dasdasmas_3/Tes
Pergunto o que pensará Vergnoux da natação nacional.
A componente técnica é fundamental e enquanto for descurada em detrimento da componente física, os resultados não serão consistentes, é claro que é mais difícil lapidar um diamante, do que “engordar gado”. Enquanto assim for iremos vivendo dos talentos naturais que forem aparecendo. Para além disto, há ainda a questão mental, sem a qual tudo o resto encrava.
Mas não me parece que o problema seja apenas, ao nível do treinador. Enquanto modalidade parece-me haver muito pouca cultura de natação em Portugal, só agora começa a existir uma rede de piscinas a todo o território e ainda haverá muito trabalho pela frente.

terça-feira, abril 10, 2012 1:42:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Terça-feira, Abril 10, 2012 1:12:00 PM

podes ir fazer "mamar metros" e encher os teus atletas para ver se vão ser alguma coisa depois dos 17 anos de idade .. duvido que tenhas algum nadador de jeito ..

CM

terça-feira, abril 10, 2012 2:06:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Bem, assusta-me um pouco ver aqui algumas coisas escritas.
Não é só por encher metros em excesso ou não que não temos uma natação competitiva, é em grande parte devido à gritante falta de condições, e com isso não me refiro apenas a piscinas.
Quantos treinadores têm neste actividade a sua principal ou única actividade profissional? Quantos nadadores têm uma estrutura de apoio adequada ao nível de topo Olímpico? Estamos a falar daquela que é a mais competitiva de todas as modalidades e por esse motivo tudo conta!
O Bernard que tem um staff alargado(como qualquer outro nadador de topo) e está nos quadros da policia francesa mas sem exercer, falhou apuramento para JO. Querem comparar as condições que ele tem com as de qualquer outro nadador português?
Parece-me ver também por parte de algumas pessoas um certo desdenho para os velocistas que não entendo.
Por fim, não pensem que a humildade garante resultados desportivos, é uma característica, que eu aprecio, mas não passa disso. Bolt, Phelps, Ronaldo, Cassius Clay (ou Mohammad Ali como preferirem)Alain Prost, são alguns exemplos de praticantes de topo, que de humilde pouco têm.

terça-feira, abril 10, 2012 2:59:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Caro Paulo Costa, lembre-se do ditado português que diz: "os cães ladram e a caravana passa".
Continue o trabalho que está a fazer, porque tem o direccionamento certo.
Estes incapazes que aqui estão a criticar e a mandar "bitaites", fazem parte do grupo daqueles que nada fazem e nada querem fazer, contentando-se em destruir (ou tentar) o trabalho dos outros.
A sua postura como treinador é certa e, sei de antemão que os devidos ajustamentos são feitos, porque o meu amigo não faz parte destes iluminados que por aqui vomitam, que pensam que tudo sabem e, que já nasceram ensinados.
O futuro dar-lhe-à razão, não se preocupe. Desde à muitos anos que sigo atentamente os seus conselhos e, tudo aquilo que transmitiu, tem acontecido a seu tempo.

Bola 7

terça-feira, abril 10, 2012 4:34:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Fico satisfeito pelo efeito da publicação do meu artigo neste blogue, pois começamos a assistir a uma reflexão mais profunda da natação nacional e não apenas a comentários de moços pequenos, que não têm maturidade, nem conhecimento para falarem sobre estes assuntos.
Gostaria também que soubessem que o assunto abordado no texto, não é certamente a causa do nosso fraco nível de natação a nível internacional. Existem variadas razões que nos impedem de sermos melhores.
Temos jovens tão talentosos como os dos países referencia na natação mundial. Temos atletas com excelentes dados morfológicos e com imensa paixão pela natação. Temos treinadores muito competentes e com grande experiência. Temos hoje em todo o país piscinas com qualidade (com excepção à de Portimão), temos uma organização federativa muito profissional e competente.
Mas então porque razão não temos mais sucesso internacional?
De certeza que não é por falar mal de tudo e de todos que conseguiremos modificar esta realidade.
Eu tenho algumas ideias, mas existem pessoas em Portugal muito mais habilitadas para o fazer.

Os últimos anos em que tive a oportunidade e o prazer de contactar com a natação ao mais alto nível(camp. europa, mundiais e estágios fora do país, pelo facto de acompanhar um nadador internacional há perto de 8 anos e com quem aprendi imenso, permite-me hoje pensar de forma diferente.
O meu objetivo como profissional da natação e apaixonado pela modalidade, é apenas lançar a reflexão na comunidade nacional, fazendo votos que dessa reflexão surjam novas ideias e propostas devidamente fundamentadas.
Não deixarei contudo de publicar brevemente, algumas ideias da minha reflexão sobre a natação em portugal.

Cumprimentos
Paulo Costa - treinador de natação

terça-feira, abril 10, 2012 5:43:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Nenhum desporto pode ser só os resultados. O pódio só tem lugar para 3 e apenas uma minoria lá consegue chegar!!!
Na base do ensino da natação os clubes deveria privilegiar-se o princípio da “bicicleta”. Dotar todos os nadadores com uma boa bicicleta (qualidade técnica) e só mais tarde, procurar tirar-lhe o total rendimento físico. A subversão destes factores conduz a:
- prematuros campeões que desaparecem_ descobrem depois que a bicicleta era fraquinha,
- lesões_ por forçar demasiado numa bicicleta mal ajustada,
- abandono_ não conseguem resultados, nem pedalar é um prazer.
Poderá parecer exagerado ou infantil, mas imaginem o Armstrong com uma pasteleira a subir os Alpes……

terça-feira, abril 10, 2012 5:56:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Grande Paulo Costa , cale mas é a boca a esses todos. Porque quem diz mal ou manda abaixo pensa que sabe ou simplesmente gosta de criticar só para se sentir superior . Meus caros em vez de estarem a mandar bocas leiam e reflitam nesse artigo e talvez se apercebam que tem algo a mudar . O Paulo ao publicar este artigo só vos esta a mostrar outra faceta onde podem melhorar , e só tem é que agradecer por ele se importar com a nataçao e vos ajudar a perceber que nao interessa so nadar e nadar ha que tambem ter a atençao dos aspectos tecnicos . Utilizem este artigo para melhorar em alguma coisa e nao procurem criticar , porque o paulo so vos esta a dar mais informaçao e a ajudar no vosso conhecimento . Obrigado Paulo por partilhares este artigo com a naçao .

terça-feira, abril 10, 2012 10:22:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A impressão que os outros técnicos e pessoas do meio têm do Paulo, é algo diferente.
Só quem não frequenta determinados meios é que pode pensar que é interventivo.
Em sedes próprias, normalmente não têm opiniões tão fortes e existe mesmo quem o apelide de "yes man"

terça-feira, abril 10, 2012 10:34:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

isto não são debates, são os problemas de cada um em se compatibilizar com os outros, bichos do mato que apenas saem da toca durante a noite e não estão habituados nem a conversar nem a ouvir. era uma vez um treinador que passou a vida a olhar para o seu aquário, não foi feliz nem teve muitos filhinhos no verão. o desafio consta em desatar um nó, o resultado tá à vista. ainda há mais nós. pertinente ensinar os actuais treinadores de natação a conversar uns com os outros. ponham os problemas por ordem, às vezes as coisas começam pretas e acabam brilhantes outras vezes acontece o contrário. quem leia isto (conjunto de comentários)dirá que há aqui um problema de camaradagem; ou de estilo!

quarta-feira, abril 11, 2012 9:45:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

fantástico o comentário da bicicleta. Só alguém que pensa a natação de forma construtiva e tem bem noção da realidade, pode escrever palavras tão sábias. Obrigado pelo reforço e obrigado pela comparação excelente que consegui fazer.
abraços
Paulo Costa

quarta-feira, abril 11, 2012 11:40:00 da manhã  
Anonymous Fernando Sousa said...

O problema é que alguns pseudo tr têem como unica profissão treinar e se os resultados não aparecem deixarão de ter direito ao seu ganha pão.
É evidente que treinar velocidade dá muito mais trabalho,que ficar sentado numa cadeira e mandar encher piscinas sem uma única intervenção.
SEI DO QUE FALO

quarta-feira, abril 11, 2012 12:31:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Já que parece que o debate pegou, quero também referir um dado que registo há muito anos com muita tristeza.
Os nossos nacionais de Juniores e Séniores e ABS não tem sido eventos com participações dignas, salvo raras excepções e determinadas provas, ou seja, não há uma aposta para levar os nadadores de topo no seu melhor a estas provas, o que impossibilita que estes eventos sejam promotores da modalidade.

quarta-feira, abril 11, 2012 2:27:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Se gostam tanto da bicicleta e seu exemplo...ENTÃO estão mal no desporto que comentam...nunca vi comparação mais caricata...tantos outros paralelismos podiam ser feitos sem o do birrodado!
Se gostam tanto da bicleta vão para o ciclismo...sim porque o ciclismo, tal como a natação não é na bicicleta (base técnica?!) que está a importância!
Gostaria de saber qual o consenso que se obtem da "boa técnica", para além da base da aprendizagem dos estilos!
Tantos estilos diferentes de acordo com morfologias, eficiência e hidrodinâmica individual podem ser adaptados! LIMITEM-SE A DAR OPINIÕES MAS NÃO COMO GURUS QUE PRETENDEM SER E NÃO SÃO NEM NUNCA SERÃO!

quarta-feira, abril 11, 2012 3:45:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Fernando Sousa...
será no teu clube pois no meu, vejo treinos...e a velocidade dá muito menos trabalho...
acompanha-se o atleta em séries curtas com cronómetro na mão! corrige-se partidas e chegadas...aplica-se conhecimentos com bases académicas em curtos espaços de tempo e menos variadas sessões!
Fundo... é outra coisa que deves desconhecer. O treino ao longo da época tem fases bem distintas e objectivas que por sua vez vão tendo uma variedade de sessões bem diversas e importantes!

Desconheces perfeitamente a modalidade que te permites comentar...e nós também dispensamos tão rudimentares comentários!

quarta-feira, abril 11, 2012 3:59:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Qual a importância do desenvolvimento das competências na formação do nadador?

GOSTO DO TÍTULO...NADA DESDE LOGO DIZ!

quarta-feira, abril 11, 2012 4:10:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A comparação com a bicicleta é extremamemte infeliz por todos os motivos e mais alguns.
Não tem nexo nem qualquer conexão com a realidade.
Nem para parábola serve!
Chamaria a isso uma baboseira de ignorante!

Que o autor do texto de opinião, ou lá o que é, aprecie isso...perdeu toda a minha consideração (e até tinha alguma).

quarta-feira, abril 11, 2012 6:09:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

cada um se enterra cada vez mais, neste pseudo-debate. É evidente que há algumas razões e argumentos certos, mas também se pode questionar a (im)parcialidade de publicar artigos de opinião internos.
Já repararam que os nossos nadadores não têm um apoio sistemático e voto de confiança num projecto a médio prazo (nem digo a longo). São do tipo, descarta e deita fora e venha outro. Já notaram na razia da média qualitativa e quantitativa da nossa natação? Cada vez vai ser ainda pior. Tiraram o estatuto de AC e agora é que os nadadores não apostam mesmo. Também m parece que o calendário merecerá ser corrigido no próximo ciclo olimpico. Então vai-se para um camp nac com possibilidade de mininmos para aqui e para ali e um nadador só têm uma chance? Que raio de competição é esta que não há eliminatórias e finais (e uns nadam de manhã e outros de tarde). Quanto ao trabalho nas diversas regiões do nosso cantinho, a culpa não pode morrer solteira.

quinta-feira, abril 12, 2012 1:21:00 da manhã  

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